Anti-Case

Em bom português publicitário e empresarial, “Case” - cuja pronúncia é “queisi - “significa “exemplo bem sucedido”. O que eu vou contar e mostrar logo abaixo é o oposto disso, portanto, um Anti-Case.
Numa ocasião, o meu amigo Gelson Radaelli, grande artista plástico e proprietário do charmoso Atelier de Massas, me pediu que eu fizesse um cartazete que indicasse que a área reservada aos fumantes era no andar de cima do restaurante.
Era pra ser algo bem-humorado, afinal, o pedido fora feito a um renomado cartunista. Ok, o “renomado” pode por na minha conta.
Me enchi de entusiasmo e caprichei nas tintas. Fiz até algo meio ousado para os meus padrões. Uma coisa meio artes plásticas, cheia de tons estranhos,”gestualismos”…, enfim, tudo para impressionar tão diferenciado cliente. Entreguei a obra e esperei os elogios (além da permuta que eu escolheria, salivando, entre as delicias do cardápio, é claro).
O Radaelli, educadíssimo como sempre, me falou: “Acho que não vai dar, Moa. Esse cara que tu desenhou tá meio,… como dizer…ahn… tá com um aspecto um tanto doente demais pra um cliente fumante, não é verdade?”
Pura verdade. Minha proposta de cartaz serviria mais para indicar o andar da quimioterapia de um hospital… que obviamente redundaria em outro Anti-Case… se é que me entendem.

FUMANTE 3  - FUMANTE 3

Uma resposta para “ Anti-Case ”

  1. Paulo Renato disse:

    Eu gostei! Como sou um furioso militante anti-tabagista, acho que esse cara está até alegre demais.
    Moa, estou quase te pedindo esse cartaz, apenas trocando o sentido do braço e a expressão: fora, fumantes! Eh, eh …

    Mas o Atelier das Massas é ótimo, já estive ali algumas vezes!

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